Mostrar mensagens com a etiqueta world music. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta world music. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 28 de julho de 2008

MÃOS AO AR, ROKIA A ARRASAR

Clique em play para ver o slideshow

Frenética, mesmo hipnótica, a maliana Rokia Traoré deu um concerto do outro mundo no sábado no Festival Músicas do Mundo em Sines. Foi a primeira vez que fui ao FMM (sim, mea culpa), e confesso que fui de propósito para ver a Rokia. O que viesse por acréscimo era ganho. Tenho a ideia que muita da assistência vai com um espírito semelhante, o que faz com que este evento tenha um público de horizontes abertos e que não apupa as bandas que desconhece ou que pouco lhe dizem, como acontece nos festivais rock. Quem vai ao FMM (e o palco do Castelo é deslumbrante) vai para descobrir.
Voltando a Rokia Traoré, ao contrário do que esperava, tendo em conta a tranquilidade do mais recente "Tchamanché", o seu concerto foi de uma energia brutal, quase sem pausas, não dando tréguas aos músicos (ah, o baixista Christophe "Disco" Minck
, incrível, incrível) e muito menos ao público. Um dos concertos da minha vida!

terça-feira, 20 de novembro de 2007

TCHEKA

Tcheka no São Jorge
Tcheka no São Jorge - clique na imagem para ver um pequeno filme


No sábado passado vi Tcheka tocar pela segunda vez, desta feita no Cinema São Jorge, local mais adequado para a sua música que vai procurando novos carreiros na cena caboverdiana e internacional. Apresentando o terceiro álbum, de nome "Longi" (com Lenine a produzir, e como se nota o dedo do brasileiro!) e acompanhado por Lúcio Vieira no baixo, Marcos Alves na percussão e, em dois temas, também por Ruben Alves no acordeón, o músico provou como a simplicidade basta para haver bela música.
Confesso que dias antes tinha ido ao Coliseu ver Seu Jorge e que saí de lá antes do final, esmagado por tantos elementos em palco a soterrar a voz do brasileiro. Que chatice!
Bom, mas voltando a Tcheka e à sua simplicidade, esta vê-se na abordagem humilde ao português, no branco e alinhado sorriso com que apresentou a sua negra mãe presente na audiência, e nas histórias quotidianas que conta nas músicas envolvidas no rendilhar percutido da guitarra.
De "Argui", passando por "Nu Monda" até este "Longi", Tcheka evoluíu sempre, e muito, e este é sem dúvida o seu melhor registo.
Para ver hoje na nova Fnac de Alfragide às 1830h e 2100h (Via Crónicas da Terra)

domingo, 12 de agosto de 2007

ENFIM LURA

Clique na seta play para ver o slideshow

Numa ligeira pausa nas férias a tratar de embelezar e tornar confortável a casa nova (quem biu, biu, quem não biu tibesse bisto o post que tirei) fui até ao Algarve numa surtida rapidíssima para ver finalmente Lura ao vivo. Na verdade tinha presenciado o concerto que Tcheka deu o ano passado no África Festival onde ela participou num tema, mas várias circunstâncias me tinham impossibilitado de ver antes a sua energia em palco, de rir com a sua simpatia genuína e de (desengonçado claro) dançar o ritmo do funaná. Lura é um animal de palco e os temas que canta também puxam naturalmente pelo público. A mim ficou-me especialmente na memória a lindíssima versão de "Batuku", em que Lura começou apenas percutindo a "tchabeta" e se foram juntando aos poucos os outros instrumentos. O espírito do sempre inspirador Orlando Pantera esteve naquele momento a pairar na Senhora da Rocha.

quarta-feira, 11 de julho de 2007

KORA + CONTRABAIXO




Rachiim Ausar Sahu e Ibrahim Galissa, Trem Azul Jazz Store, 14 de Dezembro de 2006 / Fotos: Luís Filipe Catarino

Só andava à espera do pretexto para aqui colocar umas fotos deste memorável concerto. E ele surgiu: o mestre de kora Ibrahim Galissa, nascido na Guiné Bissau e o (também, sem dúvida) mestre do contrabaixo Rachiim Ausar Sahu, americano, vão-se juntar de novo hoje em forma de "African Reunion Duo" no Trem Azul, na Rua do Alecrim, às 19.30h (5€).
Em Dezembro foi um concerto de antologia e de magia, que me deixou surpreso perante tão improvável encontro de dois dos meus instrumentos preferidos. Foi um dos grandes concertos do ano passado, e se o de hoje fôr tão bom como o de então, por certo constará novamente na lista dos melhores de 2007.
Mais-que-amigo Costa: infelizmente não posso ir, mas espero que o próximo pretexto seja o do lançamento de um disco deste duo excepcional.

sexta-feira, 6 de julho de 2007

CONCERTOS MEMORÁVEIS




Tinariwen, Cinema São Jorge, Lisboa, 5 de Julho de 2007 / Fotos: Luís Filipe Catarino

Esta semana rica em concertos (hoje há Rodrigo Leão na Torre de Belém), deixou performances memoráveis para todos os gostos. Para o meu, a de ontem dos Tinariwen e a de terça dos Arcade Fire foram do outro mundo.

Os tuaregues malianos e suas fervilhantes guitarras eléctricas electrificaram (ficou bem esta...) as centenas que encheram o cinema São Jorge, transformado em gigante tenda no meio do deserto ali à beira Parque-Meyer. Nem o calor sufocante faltou, já que o ar condicionado está avariado vai para dois anos... Se os blues nasceram em África e foram para a América, fizeram a viagem de volta a casa com muitos watts na bagagem e recriaram-se no Mali. Estes Tinariwen são hipnotizantes e não nos deixam um único músculo em paz apesar de só saberem dizer "merci". Mas de que interessavam as palavras?

No SuperBock SuperRock vi esta recente descoberta (sim, não conhecia) chamada Arcade Fire, e testemunhei o seu poder pleno de energia e versatilidade. Pareceu-me que eles próprios ficaram espantados com o público e a forma abnegada com que a multidão os seguia. Forte, muito forte. Fica aqui "No cars go" para perceberem.


quinta-feira, 28 de junho de 2007

SEMANAS CHEIA DE CONCERTOS


Bajofondo Tango Club, Montevideu, Uruguai, 3 de Novembro de 2006 / Foto: Luís Filipe Catarino

Estas próximas semanas vão ser movimentadíssimas em termos de concertos. Para verificarem uma boa parte das datas e informações vão ao Raízes e Antenas, que é uma fonte de conhecimento musical, em especial no que respeita à dita World Music.
Ora os espectáculos que espero ter a sorte de assistir são os seguintes: hoje, Mayra Andrade seguida dos Músicos do Nilo na Torre de Belém, à borla; Terça dia 3 The Gift e Arcade Fire no SuperBock SuperRock; Quinta dia 5 Tinariwen no São Jorge, à borla; e por fim Rodrigo Leão Sexta dia 6 também na Torre de Belém, e também grátis, que é para contrariar os preços exorbitantes que se andam a pedir pelos bilhetes na generalidade dos concertos. Comparando os valores que se pagam parece que os tugas são um povo rico e os nosso vizinhos comunitários do norte da Europa são uns pés rapados que só conseguem pagar 10 Euros por bico.

Estes meses ainda vão ser bem ritmados com festivais para todos os gostos. Para o meu gosto gostava de ir ao Músicas do Mundo em Sines e ao Sons do Atlântico em Lagoa.

Quem gostava de rever são os senhores da foto, os Bajofondo Tango Club, que tocam dia 4 no Garage em Lisboa, no final de uma digressão pelo nosso país. Infelizmente não me parece que lá consiga ir, por isso resta-me o gozo de os ter visto no país de onde vêm estes renovadores do tango: o Uruguai.