terça-feira, 16 de setembro de 2008
sexta-feira, 11 de julho de 2008
NÃO PERDER O SUL
Belém, Lisboa, 11 de Julho de 2008 / Foto: Luís Filipe Catarino
É desta cidade de luz que vamos partir. Deixaremos a aldeia de pássaros, gatos, rosas e morangos à espera, suspensa no tempo, e vamos para trás dos séculos refeitos de lama e de rio. As canoas vão-nos parecer cacilheiros, e os homens vão ganhar a côr dos sorrisos, enquanto nós, de mão na mão, vamos descobrindo o Sul.
segunda-feira, 23 de junho de 2008
40 ANOS DA COMUNIDADE ISLÂMICA
Mesquita Central de Lisboa, 22 de Junho de 2008 / Fotos: Luís Filipe Catarino
Entrei oficialmente em estágio...
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domingo, 8 de junho de 2008
OSSOS FÁCEIS DE ROER
segunda-feira, 12 de maio de 2008
LUSITANOS PROFUNDOS IX
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Dizia-me ontem o "méistre" Luiz Carvalho, que esta procissão só tem mudado desde os anos 50 por ter grades a impedir as pessoas de se chegarem mais perto do palco. No demais, as expressões, as roupas, a devoção, mantêm-se iguais. Nada como uma boa procissãozinha para desenferrujar o preto-e-branco.
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quarta-feira, 9 de abril de 2008
ABRIL MIL (PINGAS)
Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 8 de Abril de 2008 / Foto: Luís Filipe Catarino
Lá diz o ditado fruto da sabedoria popular. Muito gostava eu de ter essa sabedoria para saber se isto faz bem aos morangos...
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terça-feira, 18 de março de 2008
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
REENCONTROS
Ilha de Moçambique, Março de 2004 / Foto: Luís Filipe Catarino
Quinta-feira passada foi um dia de pequenos reencontros reconfortantes: desde logo, ter encontrado no arquivo este slide, de um dos lugares, à vez, mais decadentes e mais belos onde já estive, a mágica Ilha de Moçambique.
Depois, dei de caras com o Manuel Silveira Ramos, grande pedagogo e meu professor no AR.CO, igualzinho de barbas brancas há anos , quando me deu aulas, me empregou no seu estúdio, e participámos, anos depois, numa pequena conferência, já eu trabalhava no Expresso. Nessa ocasião, um senhor que saía do anfiteatro tropeçou e estatelou-se no chão, sem mazelas, felizmente. Pouco depois tive de interromper a minha participação pois, coincidentemente, o Expresso tinha-me marcado um serviço nessa mesma universidade onde decorria a conferência. Saí da sala e fui até à recepção em busca da pessoa que devia fotografar, e que, não era nem mais nem menos do que o homem que caíra na sala... e esta hein? (lá diria o Pessa)
Bom, mas voltando aos reencontros, à noite voltei a um lugar onde fui jantar uma única vez há uns 15 anos (quando andava no AR.CO, pois) e que é uma tasquinha na Mouraria, chamada "O Cantinho do Aziz". Comi um caril de caranguejo excelente e o restaurante tem especialidades de onde? de Moçambique. Lá está, isto deu a volta toda...
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segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
DIA DE FESTA
Oceanário de Lisboa, 21 de Janeiro de 2008 / Fotos: Luís Filipe Catarino
Parece mentira mas é mesmo assim. As coisas que nos estão mesmo ao lado são muitas vezes ignoradas por serem tão fáceis de alcançar. No entanto, podem passar 10 anos até as conhecermos e nos surpreenderem. Foi assim que hoje entrei no Oceanário, numa "gandaboaideia" de quem-vocês-adivinham-quem, depois de ter fotografado para o Expresso há 10 anos atrás o espaço ainda em obras. Hoje para comemorar os meus 37 anos fomos ao Oceanário e saí maravilhado. Não só as explicações científicas são simples, directas e enriquecedoras, como o espaço é mágico. Pelo preço de dois bilhetes de cinema temos "écrans gigantes" cheios de vida, com personagens que nos miram como o enorme peixe-lua e os variados tubarões e raias (talvez mesmo algum ratão para os amigos... eles sabem...).
Estou feliz pelos meus 37 sempre a conhecer mundos novos, nem que sejam no meu concelho :)
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sexta-feira, 19 de outubro de 2007
segunda-feira, 4 de junho de 2007
PASSEAR POR LISBOA
Bairro da Pena, Lisboa / Foto: Luís Filipe Catarino
Passear por Lisboa de mãos dadas com se andássemos no Mindelo ou em Salvador. Deixarmo-nos levar pelo instinto e entrar viela acima, escadinha mais acima ainda e dar de caras com um bairro que ao princípio parece numa cidade colonial em Cabo Verde ou no Brasil mas que afinal é em Lisboa, mesmo ao lado do Rossio. Às vezes ignoramos o que temos à porta.
domingo, 20 de maio de 2007
PROCISSÃO GLOBALIZADA
Procissão de N.S. da Saúde - clique na imagem para ver o Slideshow Multimédia
A Procissão de Nossa Senhora da Saúde realizou-se no dia 6 de Maio e, como manda a tradição anual, saíu da igreja com o mesmo nome, no Largo do Martim Moniz em Lisboa, percorrendo algumas ruas das cercanias, numa zona bastante típica da cidade.
Costumo brincar com os amigos e chamar a esta parte da capital a "Afrásia", tal é a diversidade de imigrantes que por aqui pulula. É surpreendente olhar para as fachadas da Lisboa Antiga e ver espreitar pela janela olhos da Globalização.
Esta é a minha segunda tentativa multimédia com movimentos nas imagens, e estou a aprender a utilizar programas que facilitem a feitura de apresentações deste género, que são já o presente da comunicação. A compressão dos vídeos é por agora a minha maior dificuldade, sendo natural que notem alguns "saltos" e perda de definição de certas imagens. Penso que deve ter a ver com o facto de ter usado as imagens em alta-resolução e ter gerado um ficheiro Quicktime monstruoso que tive de comprimir para Flash Video. Acho que para a próxima já não deve acontecer mas agora já não tenho paciência, já estou farto destas fotos!
Alguns dados técnicos:
Fotos feitas com Leica M8 e Summicron 28/f2 com filtro IR Leica / Canon 5D , 70-200 f2.8 L IS, Conversor 1.4x, 24-105 f4 L IS , 50 f1.4 / Apresentação construída com Boinx FotoMagico 2, conversão para Quicktime e posteriormente pelo Flash 8 Video Encoder.
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quinta-feira, 10 de maio de 2007
O ADEUS DE CARMONA
Procissão da Nossa Senhora da Saúde, Lisboa, 6 de Maio de 2007 / Foto: Luís Filipe Catarino
Já com a contestação à volta da sua pessoa no auge, Carmona Rodrigues despede-se dos populares que o aplaudiam no final da procissão. Possivelmente um adeus simbólico.
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segunda-feira, 7 de maio de 2007
Martim Moniz, Lisboa, 6 de Maio de 2007 / Foto: Luís Filipe Catarino
A ideia que temos dos pombos é a de serem geralmente umas aves sujas. Os pombos de Lisboa têm essa fama de bombardeiros dos ares. Mas na Fotografia resultam geralmente bem. Poéticos. Como numa foto que adoro de Elliot Erwitt. Ontem, depois de fotografar uma procissão (lá iremos, lá iremos...) andava com o espírito de quem anda por uma cidade nova. E acho que fiz, como diria o poeta da bola Artur Jorge, "coisas bonitas".
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quarta-feira, 28 de março de 2007
A PONTE PARA LENINE
Ponte Vasco da Gama, Lisboa, 20 de Março de 2007 / Foto: Luís Filipe Catarino
Hoje espero sobrevoar a ponte de novo e quando voltar, aterrar no concerto que Lenine vai dar no Tivoli às 22.00h. Ando há anos para arranjar uma oportunidade de ver ao vivo um dos meus cantores brasileiros preferidos.
Há uns meses Lenine deu uma entrevista muito interessante na TSF. Ouvir aqui.
A PONTE
Como é que faz pra lavar a roupa?
Vai na fonte, vai na fonte
Como é que faz pra raiar o dia?
No horizonte, no horizonte
Este lugar é uma maravilha
Mas como é que faz pra sair da ilha?
Pela ponte, pela ponte
A ponte não é de concreto, não é de ferro
Não é de cimento
A ponte é até onde vai o meu pensamento
A ponte não é para ir nem pra voltar
A ponte é somente pra atravessar
Caminhar sobre as águas desse momento
A ponte nem tem que sair do lugar
Aponte pra onde quiser
A ponte é o abraço do braço do mar
Com a mão da maré
A ponte não é para ir nem pra voltar
A ponte é somente pra atravessar
Caminhar sobre as águas desse momento
Nagô, nagô, na Golden Gate
Entreguei-te
Meu peito jorrando meu leite
Mas no retrato-postal fiz um bilhete
No primeiro avião mandei-te
Coração dilacerado
De lá pra cá sem pernoite
De passaporte rasgado
Sem ter nada que me ajeite
Coqueiros varam varandas no Empire State
Aceite
Minha canção hemisférica
A minha voz na voz da América
Cantei-te
Amei-te
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007
DEFENESTRAR
7 de Novembro de 1996 e 31 de Janeiro de 2007 / Fotos: Luís Filipe Catarino
Defenestrar e defenestração sempre foram palavras que me suscitaram curiosidade. Não é que me queira atirar de alguma janela, mas acho que é uma daquelas formas "à antiga" de provar que acabou alguma coisa: uma traição, um jugo, uma dívida. A nossa Restauração foi assim, e os símbolos do Domínio Filipino lá foram pela janela: a Duquesa de Mântua (bela terra cheia de nevoeiros) e Miguel de Vasconcelos, o Escrivão do Reino.
Os pertences de Vasco Santana no filme "A Canção de Lisboa" também são eles defenestrados por ele não pagar as contas.
Talvez uma das mais famosas seja a "Defenestração de Praga" em que católicos foram atirados pela janela e sobreviveram, segundo eles, por intervenção divina, e segundo os protestantes, por terem caído em cima de um monte de estrume.
Pois eu gosto mais de usar as janelas para capturar silhuetas, como a da primeira foto que me deu o "Prémio Fuji" em 1997. Curiosamente este prémio deu-me o dinheiro para a entrada da casa onde vivo e na qual, triste curiosidade, tive um incêndio dois anos depois. Quando cheguei a casa encontrei no estacionamento páginas dos meus livros de culinária que tinham sido, digamos, defenestrados pelo fogo.
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terça-feira, 9 de janeiro de 2007
O LUGAR DA PARTIDA E DA CHEGADA
Rossio - Lisboa, 2 de Janeiro de 2007 / Foto: Luís Filipe Catarino
Pois hoje vou para a Índia, onde a probabilidade de haver sujeitos tão fotogénicos é muito maior. Por isso vou cheio de entusiasmo e vontade de colocar aqui uns retratos.
Até breve.
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